O cargo de “gestor de empresas” é pomposo. Tão pomposo que chega a ser ostensivo, o que leva os gestores a omitirem esse facto quando falam na sua profissão.

Até os empresários mais vaidosos evitam o termo, preterindo-o à figura de “empresário”, com a qual se identificam bastante mais.

Contudo, todos gerimos alguma coisa. Até o “nada” tem de ser gerido com habilidade.

Gerir é uma profissão muito difícil. Acarreta uma boa dose de coragem ou de loucura, consoante estejamos, ou não, conscientes dos riscos. Implica uma vida pessoal sempre condicionada ao negócio, num funambulismo sem rede e permanente.

Gerir é equilibrar: As pessoas, o mercado, os produtos, os resultados, etc. Um trabalho que nunca está acabado porque o mundo tende para o caos sem nada que o regule.

E, como em quase tudo, o prémio é efémero e a perda permanente.

O que leva uma pessoa a ser gestor de empresas ou empresário é uma grande vontade de fazer coisas novas acontecerem. Querer ser rico (seja lá o que isso for) está longe de ser suficiente. É o prazer de uma máquina engrenada a preencher vazios que leva tantos a arriscarem.

Néscios? Irracionais? Eu chamar-lhes-ia mais viciados em futuro e, verdade seja dita, sem eles não há emprego, não há produtos nem serviços, portanto, não há futuro.

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